Torcendo com você na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
Quem assistiu ao jogo Brasil 4x2 Equador, ontem 13 de julho, não pode dizer que não teve emoção.
Após os dois empates contra Venezuela e Paraguai, ficamos com a sensação de que o Brasil poderia render mais – principalmente no ataque, setor tão badalado.
E ontem, tivemos uma resposta positiva quanto ao futebol da nossa seleção. Poderia ser tranqüilo é verdade, mas foi emocionante.
Mano Menezes mudou o time, colocou Maicon pela lateral direita, o que deu ao Brasil mais mobilidade e chegadas na linha de fundo. Também colocou Robinho, que apesar de não aparecer tanto ontem, procurou o jogo e sempre estava presente nas jogadas canarinhas.
Pato e Neymar, enfim, mostraram seu futebol, pelo menos parte dele. Dois gols cada, mas certamente podem e devem render mais, afinal só se espera grandes partidas de quem tem qualidade – e isso eles têm de sobra.
O fator que mais mexeu com a seleção tem nome e apelido: Paulo Henrique Ganso!
As críticas feitas a ele nos dois últimos jogos são injustas. Ganso acaba de voltar de duas lesões complicadas, está sem ritmo de jogo, e dos grandes nomes do Brasil, ele é o que menos pode ser cobrado neste momento. Contra o Equador, ele mostrou que a cada jogo está melhor - passes precisos e jogados perfeitas deram o ritmo que o Brasil precisava. Para mim, ontem ele foi um dos melhores em campo, quiçá o melhor.
Também tivemos falha. Julio Cesar que o diga. O primeiro gol do Equador não dá nem para comentar, frango! Já no segundo, Julio falhou de novo. Inseguro a partida toda, tem crédito com o Mano e com os torcedores, mas ontem parecia a estreia dele pela seleção – alias após a primeira falha, no gol de empate do Equador, me lembrei da eliminação brasileira na Copa do Mundo, contra a Holanda - abre o olho Julio, falhar é humano, mas em decisões o erro se multiplica.
Mas o sistema também tem sua culpa. O Equador é um time fraco, e o tal de Caicedo (autor dos dois gols) é um jogador comum. Portando não deveríamos ter sofrido dois gols tão “estranhos” como sofremos.
Pelo menos rolou emoção, muita emoção! E vimos um jogo competitivo. A vitória é o mais importante na verdade, agora a confiança está de volta - nas quartas de final, domingo contra o Paraguai, que os erros fiquem para trás e que os acertos se repitam.
Análise Individual
Julio Cesar: Imaturo, inseguro, irreconhecível.
Maicon: Soube aproveitar a chance que recebeu. Participou do segundo gol de Neymar e ajudou o Brasil a ter mais opções de ataque. Na parte defensiva foi bem, pelo menos não comprometeu como Daniel Alves.
Lucio: Seguro deu pouca chance para os equatorianos. É o líder da seleção, fez seu apel em campo e fora dele também, quando deu entrevista coletiva dizendo a celebre frase: “O símbolo que está na frente da camisa é muito maior do que o nome que está atrás”.
Thiago Silva: Bem na marcação, mas poderia melhorar a saída de jogo, ontem o Equador marcou bem a seleção na saída de bola e se Thiago estivesse melhor nesse quesito poderíamos ter saído com um resultado melhor.
Andre Santos: Deu um passe/cruzamento com açúcar para Pato marcar o primeiro gol brasileiro. Mas André precisa melhorar, é displicente algumas horas, parece que some da partida.
Lucas Leiva: Os gols que o Brasil toma, em parte, são culpa dele. Lucas tem qualidade, mas parece que não tem condições de ser o cão de guarda da zaga brasileira. No primeiro gol ficou andando no meio campo como se não fosse responsabilidade dele marcar os jogadores do Equador. No segundo a mesma coisa, observou de camarote a jogada. Enfim precisa melhorar.
Ramires: Não faz o que precisa fazer: a ligação rápida ente defesa e ataque. Além disso, erra passes bobos. Esse miolo de meio campo é o maior problema até aqui. Ontem gritei bastante: Acorda Ramires!
Paulo Henrique Ganso: É o 10 da seleção. Organizador de jogados, com passes enfiados na medida. Para mim o melhor em campo. Quando estiver 100% será fundamental para o Brasil.
Robinho: Se me contassem a 5 anos atrás que este seria o futebol de Robinho, não acreditaria. Jogou pouco para o Robinho que conhecíamos. Em 2007 foi o astro do time na Copa América, hoje é mero coadjuvante. No jogo de ontem foi bem, apenas isso. Ajudou na marcação da saída de bola e foi participativo. Além disso, tá zicado, gol legal anulado.
Neymar: Dois gols no jogo, muito feliz em algumas jogadas. Ontem foi o Neymar que precisa ser. Na verdade os juízes estão com má vontade com ele, pegou a fama de “cai-cai” e agora paga o preço. Jogando em pé é um jogador fantástico, mostrou brio e partiu para cima. Mas dá para ser melhor, pelo menos a confiança voltou.
Pato: Ao lado de Ganso, nessa dupla ovípara, foi o destaque. Dois gols de oportunismo. O primeiro foi muito bonito, de centro-avante mesmo, antecipou a jogada e fez de cabeça. Já o segundo, na trombada, mais tá valendo. Jogando bem e desempenhando um papel fundamental.
Elias, Lucas Silva, e Fred: Os três entraram com vontade, mas não dá para analisar muito.
Mano Menezes: Ainda precisa achar o equilíbrio defensivo e acertar o meio de campo. Não contava com as trapalhadas de Julio Cesar, mas foi bem nas alterações e conseguiu classificar o Brasil em primeiro lugar do grupo.
Adriano (Barcelona)
André Santos (Fernerbahce)
Alexandre Pato
Daniel Alves (Barcelona)
David Luiz (Chelsea)
Elano (Santos)
Elias (Atlético de Madrid)
Fred (Fluminense)
Jadson (Shakhtar)
Julio Cesar (Inter Milão)
Lucas Leiva (Liverpool)
Lucas (São Paulo)
Lucio (Inter Milão)
Neymar (Santos)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Robinho (Milan)
Sandro (Tottenham)
Thiago Silva (Milan)
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© 2012 Criado por Rodrigo Abreu.
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