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A Copa do Mundo FIFA de 1998 foi a décima sexta edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol, que ocorreu de 10 de junho até 12 de julho de 1998. O evento foi sediado na França, pela segunda vez, tendo partidas realizadas nas cidades de Saint-Denis, Marselha, Paris, Lens, Lyon, Nantes, Toulouse, Saint-Étienne, Bordeaux e Montpellier. Trinta e duas seleções nacionais foram qualificadas para participar desta edição do campeonato, sendo quinze delas europeias (França, Alemanha, Itália, Holanda, Romênia, Espanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Inglaterra, Noruega, Escócia e Iugoslávia), oito americanas (Brasil, Argentina, Jamaica, México, Estados Unidos, Chile, Colômbia e Paraguai), cinco africanas (Camarões, Marrocos, Nigéria, África do Sul e Tunísia) e quatro asiáticas (Irã, Japão, Coreia do Sul e Arábia Saudita).
O torneio foi marcado por goleadas, entre elas França 4 x 0 Arábia Saudita, Espanha 6 x 1 Bulgária, Holanda 5 x 0 Coreia do Sul e Argentina 5 x 0 Jamaica. A copa teve vários destaques, como Dennis Bergkamp e Edgar Davids da Holanda, Brian Laudrup e Michael Laudrup da Dinamarca, Davor Šuker da Croácia, Ronaldo, Rivaldo, Dunga e Roberto Carlos do Brasil e Lilian Thuram, Marcel Desailly, Fabien Barthez e o destacado Zinédine Zidane da França.
A final da Copa do Mundo FIFA de 1998 foi disputada pela França, que havia eliminado a Croácia, a Itália e o Paraguai; e o Brasil, que havia eliminado a Holanda, a Dinamarca e o Chile. A partida foi realizada em 12 de julho às 21 horas, no Stade de France, com um público estimado em oitenta mil pessoas. Sob o apito do árbitro marroquino Said Belqola, Zinédine Zidane marcou duas vezes no primeiro tempo e Emmanuel Petit ampliou aos 48 minutos do segundo tempo, terminando a partida em 3 a 0, eliminando a seleção brasileira, então a última campeã do mundo e única tetracampeã da época. O capitão francês Didier Deschamps levantou a taça do primeiro título da França em Copas do Mundo.
O torneio
A fase inicial da competição teve sua fórmula modificada em relação à edição anterior. Enquanto 24 equipes divididas em 6 grupos competiram em 1994, 32 seleções divididas em 8 grupos disputaram o último certame do século XX. Apenas o campeão e o vice de cada grupo se classificavam para a segunda fase, em oposição a torneios predecessores onde alguns terceiros colocados também garantiam vaga na fase final. A fase final não se alterou: os 16 classificados se reúnem em oitavas-de-final e jogam o mata-mata.
No Grupo A, o Brasil, um dos favoritos ao título, estava acompanhado por Escócia, Marrocos e Noruega, equipes de nível mais limitado. O time mesclava a experiência de Dunga e Taffarel com alguns jovens talentos, como Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo "Fenômeno", e acabou se classificando em primeiro lugar no grupo, mesmo após uma derrota contra a Noruega, que ficou em segundo lugar no grupo.
No equilibrado Grupo B, a Itália, vice-campeã da última edição, confirmou o favoritismo e classificou-se na última rodada após um empate com o Chile. A combinação de resultados garantiu aos sul-americanos a segunda colocação. Áustria (retornando oito anos após o Mundial de 1990) e Camarões não tiveram sucesso. No grupo C estava a França, dona da casa. O time de Zidane, Barthez e Deschamps avançou em primeiro no grupo, enquanto a Dinamarca, liderada pelos irmãos Michael e Brian Laudrup ficou com a outra vaga. A África do Sul, estreante em Copas, despediu-se de forma decepcionante, e a Arábia Saudita não conseguiu repetir o sucesso de 1994, não conquistando sequer uma vitória.
No Grupo D, a favorita Espanha, formada principalmente por jogadores do Real Madrid, amargou a desclassificação já na primeira fase. A Bulgária, na despedida de Hristo Stoichkov, também decepcionou os especialistas, ficando na última colocação. O destaque positivo ficou para Nigéria e Paraguai (retornando a uma Copa após 12 anos sem disputar o torneio), que classificaram-se de forma surpreendente para as oitavas-de-final. Já a Holanda e o México classificaram-se no disputado Grupo E, enquanto Coreia do Sul e Bélgica não conseguiram passar de fase.
O Grupo F representava um tom político na Copa. Irã e Estados Unidos, rivais no campo diplomático, fizeram uma disputa leal em campo, mas nenhuma das duas seleções garantiu a classificação. As vagas ficaram com Alemanha e Iugoslávia, que empataram e venceram os dois adversários. No Grupo G, holofotes para a Inglaterra e seus dois jovens jogadores, David Beckham e Michael Owen. Em campo, a classificação se deu no segundo lugar, atrás da Romênia de Gheorghe Hagi. A Colômbia e a Tunísia (voltando após vinte anos após sua última participação) foram eliminadas.
No Grupo H, a Argentina, dirigida por Daniel Passarella, venceu suas três partidas e garantiu a classificação para as oitavas-de-final. A Croácia, liderada por Davor Šuker, ficou com a segunda vaga, enquanto o Japão e a Jamaica, ambos estreantes em Copas, não classificaram-se.
Nas oitavas-de-final, a Argentina classificou-se nos pênaltis após um empate no tempo normal com a Inglaterra, em um jogo que ficou marcado pela expulsão de Beckham, irritado pelas provocações de Diego Simeone. O Brasil também passou de fase após uma goleada sobre o Chile, com dois gols de Ronaldo. Em uma partida empolgante, a Croácia bateu a Romênia pelo placar simples. E os donos da casa só bateram o Paraguai no segundo tempo da prorrogação, com um gol de ouro do zagueiro Laurent Blanc. A Dinamarca, com um futebol envolvente, eliminou a Nigéria com uma goleada. Nas outras partidas, Itália, Holanda e Alemanha avançaram após difíceis vitórias contra Noruega, Iugoslávia e México, respectivamente.
Na fase seguinte, o Brasil reafirmou seu favoritismo após uma virada contra a Dinamarca. E a Itália amargou sua terceira eliminação consecutiva em pênaltis em uma Copa do Mundo, desta vez para a França. A Argentina foi derrotada num duelo de favoritos pela Holanda, graças a um belo gol de Bergkamp no fim do segundo tempo. Já a Croácia humilhou a Alemanha na maior goleada das quartas-de-final, tornando-se a grande sensação da edição.
Em Marselha, Holanda e Brasil mediram forças. Após empate no tempo normal, Taffarel defende dois pênaltis e torna-se um dos principais responsáveis pela classificação brasileira à final. Já em Saint-Denis, os anfitriões eliminaram a grande zebra do campeonato. A Croácia abriu o placar com Šuker, mas a França conquistou a classificação no fim da partida, com dois gols de Lilian Thuram, que nunca havia marcado com a camisa dos Bleus. Na disputa do terceiro lugar, a Croácia entrou para a história do futebol ao vencer a desmotivada equipe holandesa.
A final causa polêmica até hoje. A Seleção Brasileira entrou em campo apática após a convulsão de Ronaldo, que mesmo assim foi escalado por Zagallo. A França bateu o Brasil por 3 a 0, com uma grande atuação de Zidane, que marcou dois gols na decisão. Os Bleus garantiram, então, seu primeiro título mundial, após tentativas frustradas das gerações de Fontaine, Kopa e Platini.
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FONTE:
WIKIPEDIA - Texto extraído e creditado de acordo com as Condições de Uso de artigos da Wikipedia sob a classificação - CC BY - SA 3.0.
Link direto do artigo original: http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1998
Link do código e regras do uso do conteúdo: http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.pt
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