Copa 1982 - Espanha

A Copa do Mundo de 1982 foi a 12ª edição disputada, e contou pela primeira vez com 24 (vinte e quatro) seleções, entre elas várias estreantes. No total 105 países participaram das eliminatórias. O campeonato ocorreu na Espanha.

 

A seleção brasileira, comandada por Telê Santana, mandou para a Copa uma seleção de talentos, que encantou a Espanha e conquistou o mundo! Jogadores maravilhosos como Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Junior, Leandro e Cerezo, davam a tônica do futebol arte, ofensivo e goleador do Brasil.

 

Outras grandes seleções marcaram presença na Espanha. A França de Michel Platini, Jean Tigana, Dominique Rocheteau e Didier Six; a Alemanha de Karl-Heinz Rummenigge, Manfred Kaltz, Pierre Littbarski e Paul Breitner. A Argentina com craques campeões do mundo como Daniel Passarela, Mario Kempes e a promessa de super craque Diego Armando Maradona. Do lado da azurra, que havia deixado uma ótima impressão em 1978 o experientíssimo Dino Zoff, o vovô da copa, Scirea, e ele que seria o carrasco do Brasil na copa, Paolo Rossi.

 

A Argentina, campeã mundial, decepcionou. Os portenhos fizeram o jogo de abertura contra a Bélgica e perderam por 1 a 0. Classificaram-se em segundo lugar no grupo após vencerem a Hungria e El Salvador. Neste grupo, por um jogo a Hungria reviveu a máquina de Puskas e cia de 1954 e venceu El Salvador, do pobre goleiro Mora, por 10 x 1. A Bélgica ficava com a primeira vaga no grupo, confirmando que o vice-campeonato na Eurocopa de 1980 não fora acidente.

 

No grupo da Alemanha Ocidental uma das maiores zebras de todos os tempos! A Argélia, estreante em copas do mundo, não só ganhou como mandou no jogo, 2 x 1. A seleção germânica em seguida goleou o Chile e venceu sua "irmã", a Áustria, por 1 a 0, no chamado "jogo da vergonha". Como o resultado classificava ambos os times, alemães e austríacos não tiveram escrúpulos em tocar a bola de um lado para outro, sob vaias e protestos do público. Os argelinos, mesmo brilhantes, com 2 vitórias em 3 jogos acabaram eliminados.

 

A França perdeu por 3 a 1 da Inglaterra na estréia, mas mesmo com uma campanha irregular conseguiu a classificação. Empatou com a Tchecoslováquia e ganhou do Kuwait por 4 a 1. Neste jogo, um sheik kuwaitiano, integrante da comissão técnica, inavdiu o campo para protestar contra um gol da França e o árbitro anulou o gol! A Inglaterra com futebol sem criatividade, mas objetivo passou facilmente em primeiro lugar.

 

A Espanha, dona da casa, teve uma estreia decepcionante, mostrando que a "fúria" não iria longe na sua copa em casa. Empatou em 1 x 1 contra a estreante em copas, Honduras, com um gol de penalti no final da partida. Ficou em segundo lugar, em um grupo que foi liderado pela modesta Irlanda do Norte, que venceu os donos da casa por 1x0, após empatar com a Iugoslávia 0 x 0 e Honduras por 1 x 1.

 

Já o Brasil, grande favorito ao título, estreou contra a URSS. Foi um jogo duríssimo, com a defesa brasileira falhando muito e com gol anulado do lado soviético, além de um penalti escândaloso não marcado para a seleção européia. Os soviéticos fizeram 1 a 0 numa falha de Waldir Peres. No segundo tempo, o Brasil se reencontrou e o gênio de Sócrates explodiu no gol de empate: Sócrates dribou dois jogadores e soltou uma bomba no ângulo. Aos 43 minutos, Éder Aleixo dispara um violento chute no ângulo de Rinat Dasayev: Brasil 2 a 1. Em seguida, a equipe de Telê venceu a Escócia, por 4 a 1 - foi a segunda virada dos Canarinhos. Zico brilhou com um bonito gol de falta. Contra a Nova Zelândia, a seleção novamente venceu por goleada, 4 a 0.

 

Em Vigo, a Itália dava um vexame após outro. Foram 3 péssimos jogos na primeira fase da Copa. Empate com Polônia, Peru e Camarões, a a azurra só se classificou por ter feito um gol a mais que os africanos. A Polônia de Lato e Boniek goleou o Peru por 5 x 0 e ficou com o primeiro lugar do grupo. O clima da seleção italiana era tão ruim, que o técnico Enzo Bearzort ordenou que seus jogadores não dessem entrevistas, e não lessem os jornais, para que não se deixassem contaminar pelo pessimismo da imprensa italiana.

 

Segunda Fase

 

A Copa 82 contou com um regulamento único. Como eram 6 grupos de 4 times, e apenas os 2 primeiros se classificavam, 12 times formaram 4 grupos de 3 times na segunda fase, de onde os campeões de cada grupo fariam a semifinal.

 

No grupo da França, a seleção de Michel Platini despachou a Áustria e a Irlanda do Norte. Já a Polônia de Lato e Boniek, voltava a fazer uma copa comparável com a célebre campanha de 1974, e eliminava a Bélgica e a URSS, ganhando um lugar na semifinal. A Alemanha Ocidental sepultou o sonho espanhol do primeiro título e despachou a "Fúria", além do Eglish Team, provando uma vez mais o grande poder de recuperação das seleções alemãs, como em 54 e 74.

 

Na segunda fase, o Brasil enfrentaria Argentina e Itália. Primeiramente, o Brasil bateu a Argentina por 3 a 1, num jogo em que a imagem de Júnior sambando à beira do campo após marcar o terceiro gol brasileiro ajudou a forjar a imagem do poderio e da alegria do time brasileiro. Um vitória brinlhante, uma humilhante despedida para os campeões mundiais de malas prontas para voltarem a Buenos Aires!

 

A Itália jogou 3 jogos péssimos na fase de classificação, porém na 2ª fase a mística da Azzurra incendiou a equipe, que disparou rumo ao tricampeonato. Venceu o primeiro jogo por 2 x 1, complicando e muito a situação dos portenhos, que como já visto perderam do Brasil. Depois veio o grande jogo da copa!

 

A "Tragédia do Sarriá"

 

Brasil e Itália se enfrentavam pelo segundo jogo da segunda fase. Como a Itália havia vencido a Argentina por 2 x 1, e o Brasil por 3 x 1, a seleção canarinho, favorita ao título, tinha a vantagem do empate. Os brasileiros acreditavam em uma vitória tranquila, pois a Itália só havia vencido um jogo na copa, enquanto o Brasil era o único com aproveitamento de 100%. Aos 5 minutos, um cruzamento da esquerda do ataque e cabeceio de Paolo Rossi, com a defesa brasileira parada assitindo à cabeçado do italiano. Porém o Brasil não se intimida. Zico se livra de Claudio Gentile e toca brilhantemente para Sócrates. O "Doutor" invade a área e chuta forte, empatando o confronto.

 

A Itália marca forte a saída de bola do Brasil, e força o erro da seleção. Toninho Cerezo faz um toque lateral, Falcão e Luisinho esperam um pelo outro, Paolo Rossi não espera por ninguém, toma a bola e chuta forte, marcando 2 x 1.

 

O time canarinho ainda tem todo o segundo tempo para empatar e se classificar, e é no segundo tempo que o time de Telê dava um verdadeiro show nos adversários. Júnior toca a bola para Falcão, na entrada da área, Cerezo faz uma ultrapassagem que ilude a defesa azul, que o acompanha, e Falcão chuta, 2 x 2. O resultado era o suficiente para a classificação do Brasil.

 

Mas o lance fatal viria logo em seguida: um escanteio, que não foi, para a Itália. Por ironia do destino, o time que só jogava no ataque estava todo dentro da área, no lance trágico. Após o corner a bola sobra na entrada da área, um chute é desferido e a bola, ingrata, acha ele, Paolo Rossi, que desvia sua trajetória e mata Valdir Peres, 3 x 2. O Brasil tem uma última chance, mas o veterano goleiro Dino Zoff decreta a derrota brasileira ao fazer uma defesa espetacular em uma cabeçada certeira de Oscar.

 

A semifinal

 

A Alemanha passou à final após uma vitória épica contra a França de Platini. No tempo normal, 1 a 1. Na prorrogação, a França chega a fazer 3 a 1. Mas, os alemães, liderados por Rummenigge, buscaram o resultado e empataram o jogo em 7 minutos, numa das mais espetaculares reações de todos os tempos. Na primeira decisão por pênaltis da história, deu Alemanha. O lado lamentável foi a covarde agressão que o goleiro alemão, Harald Schumacher, cometeu sobre Patrick Battiston, que caiu no chão sem sentidos, o que fez muitos acreditarem que o atacante francês havia morrido.

A Itália venceu a Polônia, em Vigo, por 2 x 0, dois gols de Paolo Rossi, agora carrasco também dos poloneses, que perderam mais uma vez a chance de chegar a uma final de copa.

Na decisão do terceiro lugar a França, abatida pela derrota dramática diante da Alemanha, sucumbiu e deu Polônia, que igualava o 3º lugar de 1974 e venceu: Polônia 3 x 2 França.

 

A final

 

A final da Copa aconteceu no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri. Mas o que era para ser um clássico virou um passeio italiano. A Azzurra passeou em campo, embalada pelas vitórias sobre Argentina e Brasil, e não tomou conhecimento da Alemanha. O 1º tempo termina com 3 x 0 a favor da Itália. A Alemanha ainda descontou, mas já era tarde para a reação do time germânico. A Itália era mesmo a campeã, consagrada em cima da Argentina (campeã do mundo), do Brasil (favorito ao título) e da Alemanha (sua maior rival).

 

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FONTE:

WIKIPEDIA - Texto extraído e creditado de acordo com as Condições de Uso de artigos da Wikipedia sob a classificação - CC BY - SA 3.0.

Link direto do artigo original: http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_1982

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